FORMAÇÃO DE
PROFESSORES NA ÁREA DE HISTÓRIA: ENTRE PRÁTICAS E DISCURSOS.
Rodrigo Lemos Simões
Palavras-chave: educação, formação, práticas, discursos.
Este texto traz algumas reflexões a respeito das vivências do autor
enquanto professor nas disciplinas de Estágio Supervisionado no Curso de
Licenciatura em História, as experiências na formação dos estagiários ao longo
da graduação, suas vivências prévias e o contato com os alunos da Educação
Básica. Buscamos na bibliografia especializada, entre autores que trabalham a
temática da formação de professores, sejam eles pedagogos ou historiadores,
subsídios para compreensão do que significa a formação docente em prol de uma
prática reflexiva, estabelecendo paralelos entre os discursos e as práticas
educativas de profissionais com formações diferenciadas.
O primeiro ponto a ser trabalhado é algo que a muito nos chama
atenção. A experiência como orientador nas disciplinas de estágio, nos
possibilitou constatar que existe uma demasiada preocupação dos acadêmicos com
o domínio dos conteúdos específicos, e uma incapacidade de relacioná-los com os
concebidos nas disciplinas pedagógicas e, assim, transmiti-los ao nível de
compreensão dos seus alunos. Para os acadêmicos do Curso de História, dominar
os saberes específicos, de alguma forma parece representar a garantia de sua
capacidade de atuação.
Respeitando os lugares e os momentos históricos diferentes em que
foram e são constatados vários problemas na formação inicial dos professores de
história, observa-se a permanência de um choque de realidade entre a formação
acadêmica e a realidade da prática de ensino nas escolas. Tais problemas se
evidenciam não só durante o estágio curricular, mas também nos primeiros anos
da carreira de professor iniciante, como aponta Tardif:
Os cursos de formação para o magistério são globalmente idealizados
segundo um modelo aplicacionista do conhecimento: os alunos passam um certo
número de anos a assistir a aulas baseadas em disciplinas e constituídas de
conhecimentos proposicionais. Em seguida, ou durante essas aulas, eles vão
estagiar para aplicarem esses conhecimentos. Enfim, quando a formação termina,
eles começam a trabalhar sozinhos, aprendendo seu ofício na prática e
constatando, na maioria das vezes, que esses conhecimentos proposicionais não se aplicam bem na ação cotidiana.
(TARDIF, 2002, p.270)
Disponível em: http://www.sbec.org.br/evt2008/trab35.pdf
Boa Tarde Galera. Quero deixar aqui meus Parabéns para o grupo, o blog está ótimo, tanto na estética quanto no conteúdo, ficou muito bom, muito agradável de navegar. Ótimo trabalho.
ResponderExcluirPs: Adorei a citação de Bob Marley no início.