quinta-feira, 12 de julho de 2012


FORMAÇÃO DE PROFESSORES NA ÁREA DE HISTÓRIA: ENTRE PRÁTICAS E DISCURSOS.
Rodrigo Lemos Simões

Palavras-chave: educação, formação, práticas, discursos.

Este texto traz algumas reflexões a respeito das vivências do autor enquanto professor nas disciplinas de Estágio Supervisionado no Curso de Licenciatura em História, as experiências na formação dos estagiários ao longo da graduação, suas vivências prévias e o contato com os alunos da Educação Básica. Buscamos na bibliografia especializada, entre autores que trabalham a temática da formação de professores, sejam eles pedagogos ou historiadores, subsídios para compreensão do que significa a formação docente em prol de uma prática reflexiva, estabelecendo paralelos entre os discursos e as práticas educativas de profissionais com formações diferenciadas. 
O primeiro ponto a ser trabalhado é algo que a muito nos chama atenção. A experiência como orientador nas disciplinas de estágio, nos possibilitou constatar que existe uma demasiada preocupação dos acadêmicos com o domínio dos conteúdos específicos, e uma incapacidade de relacioná-los com os concebidos nas disciplinas pedagógicas e, assim, transmiti-los ao nível de compreensão dos seus alunos. Para os acadêmicos do Curso de História, dominar os saberes específicos, de alguma forma parece representar a garantia de sua capacidade de atuação.
Respeitando os lugares e os momentos históricos diferentes em que foram e são constatados vários problemas na formação inicial dos professores de história, observa-se a permanência de um choque de realidade entre a formação acadêmica e a realidade da prática de ensino nas escolas. Tais problemas se evidenciam não só durante o estágio curricular, mas também nos primeiros anos da carreira de professor iniciante, como aponta Tardif:
Os cursos de formação para o magistério são globalmente idealizados segundo um modelo aplicacionista do conhecimento: os alunos passam um certo número de anos a assistir a aulas baseadas em disciplinas e constituídas de conhecimentos proposicionais. Em seguida, ou durante essas aulas, eles vão estagiar para aplicarem esses conhecimentos. Enfim, quando a formação termina, eles começam a trabalhar sozinhos, aprendendo seu ofício na prática e constatando, na maioria das vezes, que esses conhecimentos proposicionais  não se aplicam bem na ação cotidiana.
(TARDIF, 2002, p.270)

Um comentário:

  1. Boa Tarde Galera. Quero deixar aqui meus Parabéns para o grupo, o blog está ótimo, tanto na estética quanto no conteúdo, ficou muito bom, muito agradável de navegar. Ótimo trabalho.

    Ps: Adorei a citação de Bob Marley no início.

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